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  <title>Os meus escritos</title>
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  <language>en-US</language>
  <pubDate>Mon, 26 May 2008 10:58:38 +0200</pubDate>
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   <title>Poema</title>
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   <description><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vYSTUaZjGnsoqNSDvUfa/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="322" /></description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Mon, 26 May 2008 10:58:38 +0200</pubDate>
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   <title>Leitura</title>
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   <description><p>Neste momento, estou a ler «101 Poetas» de Inês Pupo da editora «Caminho». já escolhi alguns poemas, aqueles que eu acho mais interessantes. Dentro em breve espero colocá-los aqui no blog.&#160;</p></description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 17 Apr 2008 13:39:21 +0200</pubDate>
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   <title>Dia mundial da livro</title>
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   <description>O livro é um poço de magia e de aventura que só o leitor pode descobrir.</description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 17 Apr 2008 13:26:19 +0200</pubDate>
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   <title></title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2870363/</link>
   <description><b><font size="3"><span style="font-family: Elephant">Livro:</span> <font face="Times New Roman">«Um Sábado Inesquecível»<br /></font></font></b><b><font size="3"><span style="font-family: Elephant">Autor:</span> <font face="Times New Roman">João Aguiar<br /></font></font></b><b><font size="3"><span style="font-family: Elephant">Edições:</span> <font face="Times New Roman">Asa<br /></font></font></b>
<p><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p>
<p><b><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></b></p>
<b><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Cooper Black'">Resumo<br /></span></b>
<p><b><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Cooper Black'">&#160;</span></b></p>
<span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">O Bando dos Quatro chegou a Lisboa a meio da tarde. Ficaram hospedados na casa antiga dos pais da Catarina.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Jantaram cedo, e de seguida foram para os respectivos quartos, onde definiram o lugar de cada um e adormeceram.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">De manhã, os rapazes e todas as pessoas que estavam nessa casa, acordaram sobressaltadas, pois a Catarina fez questão de acordar toda a gente batendo na porta do quarto dos rapazes ao murro.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">No fim de tomarem o pequeno-almoço, foram para a biblioteca onde conversaram com o avô da Catarina, D. Gonçalo. Esse queria que eles fossem levar um livro, o «História da Ilustre e Nobre Casa de Vila Rica» a um encadernador, pois o livro já era antigo e por isso precisava de uma restauração. <span>&#160;&#160;</span><span>&#160;&#160;</span><br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Entretanto, o Carlos tocou, de repente, numa prateleira e qual foi o espanto do D. Gonçalo quando viu um livro, «Movimentos da Cavalaria com adição para Dragões e Infantaria», que já era bastante antigo, também. Pousou-o em cima da secretária e foi fazer um telefonema ao Chico, um amigo de liceu dele e depois outro ao encadernador, Ambrósio de Sá, que tinha sido recomendado por esse.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Depois, falou com o Bando dos Quatro sobre aquele livro e pediu que levassem os dois para serem restaurados.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">A seguir, o avô da Catarina deu as recomendações necessárias e foi-se embora, pois tinha assuntos a tratar.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Logo depois, o Bandos dos Quatro, meteu os livros numa pasta de cabedal e as informações sobre o encadernador.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">A direcção que seguiram depois de saírem de casa, foi para a Feira da Ladra.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Perto dessa, um tipo de mota roubou os livros à Catarina, deitando-a para o chão.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Depois, de ela se ter levantado teve a ideia que na Feira da Ladra o tipo tivesse ido lá tentar vender os livros.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Procuraram em todos os sítios onde se vendiam livros, mas não obtiveram nenhum resultado.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Enquanto conversavam, houve pessoas que interviram na conversa, dando informações importantes como o local onde o tipo vivia, Bairro das Açafatas, e o nome porque ele era conhecido, «Torto».<span>&#160;</span><br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">No fim do almoço, foram até esse bairro. Aí encontraram um homem cabo-verdiano muito simpático, que se chamava Zé Maria, que trabalhava ali perto. Esse disse onde morava esse tal «Torto».<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Depois despediram-se dele, mas não por muito tempo. Quando o Bando seguiu o seu caminho e ele o dele, um indivíduo começou a fugir.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">O Bando dos Quatro foi atrás dele e logo o Zé Maria vendo este acontecimento, interviu também, mas sem êxito.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Telefonaram então ao Tio João que disse para esperarem perto da esquadra. Despediram-se, então, do Zé Maria.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Chegado aí o Tio João, foram à PSP. Aí o Tio João falou com os agentes acerca do roubo.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Um agente decidiu ir então ao Bairro das Açafatas ver se encontrava o ladrão.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">No prédio onde eles tinham a informação que ele morava viram a mota dele. A seguir, bateram à porta e apareceu o «Torto». Esse ao ser acusado negava tudo. O Carlos então foi chamar o Zé Maria.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">O Zé Maria contou também a sua versão, mas o homem continuava a negar, até ao momento que o Frederico encontrou um papelito no chão que era um símbolo da estalagem dos pais da Catarina.<span>&#160;</span><br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Aí tentou resistir à PSP, mas acabou por ser apanhado.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Com estas confusões todas em que o Zé Maria tentou ajudar, acabou por ser despedido, já que tinha faltado algum tempo ao trabalho.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Entretanto, na polícia o Bando dos Quatro e o Tio João, chegaram à conclusão que quem devia ser o cúmplice do «Torto» era o Ambrósio de Sá.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Nesta discussão de ideias, aparece o agente da polícia a dizer que o «Torto» tinha confessado tudo e dito onde estava o livro.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Depois saíram da esquadra e o Tio telefonou a uma pessoa. Seguidamente, a esse, entraram no carro, dirigindo-se para a morada do Ambrósio de Sá.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Chegados perto da residência desse homem, jantaram umas sanduíches.<span>&#160;</span><br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Enquanto isso apareceram seis homens. Era o Luís Ferreira e uma equipa de agentes que pertenciam à Polícia Judiciária.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Esses entraram no prédio onde residia o Ambrósio de Sá.<br /></font></span> <span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Passado algum tempo, sai um tipo a correr, que é apanhado pelo agente da PJ. A seguir, acompanhado por dois agentes da PJ estava o Ambrósio de Sá.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Revistaram a casa toda e lá estava o livro que eles pensavam encontrar.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Mais tarde, foram para a casa da Catarina, onde estavam os pais de todos os membros do Bando dos Quatro, à excepção dos pais do Frederico.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Comeram a ceiazinha que a mãe da Catarina tinha preparado, a D. Helena, enquanto os «investigadores de casos» contavam a sua história.<br /></font></span><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Times New Roman'">Inesperadamente o telefone do Tio João tocou. Era o Luís Ferreira dizendo <span style="font-size: 14pt">que o chefe da organização, era o Francisco, tratado pelo avô da Catarina como Chico.<br /></span> <span style="font-size: 14pt">Quando o Tio João divulgou isto perante todos os presentes, estes ficaram surpreendidos, principalmente, D. Gonçalo.<br /></span> <span style="font-size: 14pt"><span>&#160;</span>Nesta conversa foi falado também do caso do Zé Maria que tinha sido despedido. O pai da Catarina sugeriu logo que esse fosse trabalhar para a estalagem.<br /></span><span style="font-size: 14pt">Assim finalizou o diálogo despedindo-se uns dos outros, acabando por, mais tarde, irem embora.<span>&#160;&#160;</span><br /></span> <span style="font-size: 14pt"><span>&#160;</span><br /></span></span></description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:46:14 +0100</pubDate>
  </item>
   <item>
   <guid>http://isabeldias.blog.com/2870347/</guid>
   <title>Produção escrita</title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2870347/</link>
   <description><div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center">A família chinesa</div>
<p><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p>
<b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Não se encontra loja mais barata que a Pérola de Macau. Tem de tudo: coisas úteis e inúteis, habituais e exóticas, toscas e delicadas. Por isso, na véspera de Natal, formam-se bichas apressadas mas hesitantes nos seus dois corredores entre estantes atafulhadas.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Até ao início das férias era um casal de chineses recém-chegados que atendia os fregueses. Sabiam uma dúzia de frases em português que misturavam com gestos e sorrisos.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">- Que quele? Pode vele.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Traziam as costas de um papel impresso com gatafunhos orientais e apresentavam-nas aos clientes silenciosos.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Mas em meados de Dezembro meteram o sobrinho, que anda na escola como ajudante. Na verdade é ele que orienta a loja. Magrinho, de olhos em bico, parece movido a electricidade. Recebe as pessoas à porta, condu-las até à prateleira das molduras, das velas, das porcelanas, faz sugestões, indica preços.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Este grupo de chineses é acolhedor, alegre, simpático, mas por detrás existe um passado que para eles ainda é difícil de ultrapassar e já lá vão 22 anos.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Antes de eles virem para Portugal viver, residiam na China. Porém por um motivo político houve uma série de conflitos. Desse restaram algumas centenas de mortos e de edifícios praticamente destruídos.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Quando eles embarcaram para virem para Portugal, foi difícil, como acontece sempre que há este tipo de situações. Jacke e Yemesi conseguiram fugir à morte, trazendo também o sobrinho Ayobami, que era ainda pequenito, pois os pais dele estavam bastante feridos e como iam ficar sem ninguém para cuidar dele fizeram esse pedido. Jacke vendo a sua irmã naquela estado e sem poder fazer nada para a curar, resolveu cumprir o seu pedido.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">A sua viagem demorou meses pois vinha de barco e esse era um pouco lento.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Chegados a Portugal, ficaram fascinados pois os lugares que viram tinham coisas lindíssimas.<br /></font></span></b> <b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Procuraram uma estalagem para passar a noite. Nessa jantaram e ao mesmo tempo conversavam um pouco sobre onde iam no dia seguinte.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Logo ao romper da manhã, os três andaram pela cidade à procura de emprego. Por sorte conseguiram arranjar os dois trabalho no mesmo local.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Mais à frente um pouco, viram um apartamento à venda. Retiraram o número de telefone que estava marcado e ligaram com o proprietário desse.<br /></font></span></b> <b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Nos dias que se seguiram trataram da documentação do apartamento e do empréstimo que tinham de pedir ao banco para o comprar.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Os anos foram passando, as dívidas ficaram saudadas e começaram também a juntar dinheiro para o que pudesse fazer falta.<br /></font></span></b> <b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Neste ambiente, que podemos dizer que era de felicidade, pois tudo estava a correr bem, aproveitaram para falar com o sobrinho sobre os seus pais e a sua vida, já que ele não se lembrava, visto que, quando ele veio com os tios ainda não tinha idade para perceber isso.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Entretanto, o patrão deles abriu falência da loja e eles montaram um negócio por conta própria. Esse foi bastante rentável, aliás, é nesse que eles ainda hoje continuam a trabalhar.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">O casal teve dois filhos, que actualmente andam na escola e Ayobami frequenta a universidade.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Apesar de se sentir feliz assim, Ayobami tem um sonho, quando acabar o curso, pensa em fazer uma viagem a terra onde nasceu e conhecer os outros membros, mas principalmente, os pais se esses tiverem sobrevivido.<br /></font></span></b> <b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Essa vai ser paga com o dinheiro que ganha, quando ajuda os tios na loja.<br /></font></span></b><b><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman">Cada dia que passa ele fica mais ansioso, porque já falta pouco tempo. <span>&#160;&#160;&#160;&#160;</span><span>&#160;&#160;</span><br /></font></span></b>
<p><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p></description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:43:01 +0100</pubDate>
  </item>
   <item>
   <guid>http://isabeldias.blog.com/2870320/</guid>
   <title>Semana da leitura – Comemoração</title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2870320/</link>
   <description><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Bodoni MT Black'"><b><font size="3"><font face="Times New Roman"><br />
«A criança, com duas lágrimas na face magrinha, murmurou:<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">E a mãe em soluços:<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">- Oh meu filho, como te posso deixar? Longas são as estradas da Galileia e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado e me apontaria a morada do doce Rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse…Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu O trouxe, o Céu O levou. E com Ele para sempre morreu a esperança dos tristes.<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">De entre os trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">- Mãe, eu queria ver Jesus…<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:<br /></font></font></b><b><font size="3"><font face="Times New Roman">- Aqui estou.»<br /></font></font></b></span>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Bodoni MT Black'"><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: 'Bodoni MT Black'"><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></span></p>
<span style="font-size: 14pt; font-family: 'Bodoni MT Black'"><i><font size="3"><font face="Times New Roman">Excerto retirado do livro: «Contos»<br /></font></font></i><i><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;</span> de<span>&#160;</span> Eça de Queirós<br /></font></font></i> <i><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;</span> Porto Editora<br /></font></font></i></span>
<p><i><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></i></p></description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:38:53 +0100</pubDate>
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   <item>
   <guid>http://isabeldias.blog.com/2595114/</guid>
   <title>Uma vida de surpresas</title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2595114/</link>
   <description>Acordei uns dias depois. Estava deitada dentro de um escaler. Não sabia o que me tinha acontecido. Pelos vistos, tinha perdido a memória.<br />
Encontrava-me em alto mar. O que me rodeava era, simplesmente, água azul e salgada. No céu, as gaivotas voavam de um lado para o outro, fazendo companhia ao sol ardente, que se fazia sentir.<br />
No meu rosto, o suor saía-me dos poros e escorria-me pela cara, até contactar com a embarcação feita de madeira, onde eu estava.<br />
Entretanto, apareceu ao longe uma coisa gigantesca. Era um navio, que pela bandeira era português e parecia que a bordo vinha a decorrer uma festa, pois ouvia-se o som dos violinos e as pessoas a cantar.<br />
Por sorte, esse vinha mesmo na minha direcção.<br />
&#160;Ao passar perto de mim dois homens começaram a gritar bem alto. Toda a gente olhava neste momento para mim. Provavelmente era o meu vestido de escarlate&#160; que reflectia com a luz do sol, e por isso, chamava a atenção.<br />
Lançaram então uma escada feita de corda para eu subir. Subi e logo um dos homens que tinha gritando apresentou-se.<br />
- Boa tarde, senhorita! Eu sou o Bernado, o capitão deste navio, chamado Estrela do Mar.<br />
- Boa tarde, senhor!&#160;Não me posso apresentar, pois não sei quem sou, nem&#160;sei a terra de onde vim.<br />
Todos ficaram de boca aberta.<br />
- Não sabe quem é?- perguntou Bernado surpreendido.&#160;</description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Thu, 31 Jan 2008 12:37:56 +0100</pubDate>
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   <item>
   <guid>http://isabeldias.blog.com/2204279/</guid>
   <title>Produção escrita</title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2204279/</link>
   <description>A viagem à Austrália As aulas terminaram e agora Maria pensava nas suas férias. Sentia-se um pouco triste, pois neste período de tempo nunca encontrava os seus amigos, com quem falava todos os dias, mal chega-se à escola. Porém, quando os seus pais entraram de férias, em Agosto, prepararam-lhe uma surpresa. Numa manhã, muito bonita e brilhante, quando Maria se sentou à mesa para tomar o pequeno-almoço, foi surpreendida pelo estado de espírito de seu pai e com aquilo que ele disse: - Filha, este ano já não vamos passar as férias em casa como nos anos anteriores. Comprei três bilhetes e vamos ir à Austrália passar cinco dias. - Que bom pai! E quando partimos? - Partimos quando tudo estiver pronto para a viagem. Nesse dia começaram logo a tratar de preparar tudo e, dois dias, depois partiram. Foram logo de manhãzinha para o aeroporto. Mais tarde, entraram no avião que os levou à Austrália. Pelo caminho iam falando acerca daquele país bastante distante, mas muito famoso e agradável à vista. Quando chegaram lá, foram para um hotel, onde ficaram hospedados. Aí aproveitaram algumas horas para descansar, pois devido à viagem estavam cansados e com sono. À hora do jantar, foram a um restaurante que ficava dentro do hotel e estava incluído no preço da viagem. Nesse tinha bastante gente, que pela fala tinham vindo dos diversos países do mundo. Gostaram bastante da comida, contudo tinham que ir se deitar, pois no dia seguinte iam visitar muitos sítios. Na manhã seguinte tomaram o pequeno-almoço e começaram a conhecer o país. Decidiram ir a Sydney ver a Ópera, que tinham visto na TVI, quando essa realizou um programa sobre as 7 Maravilhas do Mundo. Não demoraram muito tempo, porque como estavam em Camberra, a capital da Austrália e, essa ficava perto de Sydney. Chegados lá, ficaram espantados como a Ópera era grandiosa e a arquitectura nela usada. Depois de a terem visitado, ficaram a ver à sua volta o mundo que os rodeava: os prédios, a vegetação, a maneira de vestir das pessoas… As horas foram passando e começava a escurecer, o que os fez voltar para o hotel. No dia seguinte, foram dar um mergulho a uma praia perto do lugar onde eles estavam alojados. Nessa encontraram uma actriz portuguesa, a Margarida Vila-Nova, a quem Maria saudou e pediu um autógrafo. Nos dias que se seguiram foram a um Jardim Zoológico, onde viram muitas espécies de animais, mas o que gostaram mais foi do Koala. Percorreram, também uma pequena parte de um deserto, perto de Alice Springs onde apreciaram a vegetação e viram os cangurus, os lagartos, as aves e entre outros animais que por eles passavam. Num oásis admiraram como as pessoas se dedicavam à agricultura e à produção de animais. Tiveram a sorte de ver a acontecer uma coisa magnífica em pleno deserto, chover e esse tornar-se num perfeito jardim repleto de flores e outras plantas. Assim passaram os cinco dias, cheios de aventuras e feita a descoberta de um novo país. Embarcaram no avião e regressaram ao seu país. Já em casa muito exaustos, estavam contentíssimos, por ver coisas fantásticas que nunca imaginavam conhecer. Maria exclamou: - Valeu mesmo a pena fazer esta viagem, pois na minha memória ficara sempre as imagens daquele país e se um dia contar uma história vai ser aquela que eu vivi nestes cinco dias de férias.</description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Fri, 19 Oct 2007 17:52:26 +0200</pubDate>
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   <guid>http://isabeldias.blog.com/2204254/</guid>
   <title>Produção escrita</title>
   <link>http://isabeldias.blog.com/2204254/</link>
   <description>O sonho de Hermínio Num dia de tempo bom, Hermínio foi a uma livraria para comprar um livro, pois estava muito calor e por isso podia aproveitar a sombra de uma árvore e ao mesmo tempo enriquecia o seu vocabulário através da leitura. Saiu então de casa, disse à sua esposa onde ia e seguiu em direcção à livraria «Casa da Fantasia». Chegado à livraria pediu uma informação à empregada. - O livro que o senhor procura está na prateleira lá ao fundo. – disse a mulher que era bastante simpática. - Obrigada pela informação. – agradeceu o Hermínio. Foi à prateleira onde a mulher tinha indicado. Esteve a consultar os diversos livros até que um despertou muita curiosidade, porque o seu título era bastante engraçado. Ao tirá-lo da prateleira, essa deslocou-se como por magia e qual foi o seu espanto, quando viu uma incrível floresta. Hermínio hesitou mas, por fim, entrou nesse lugar que parecia encantado. Depois de ter andado algum tempo a pé, deparou-se com uma cascata, onde vários animais estavam a nadar e a conversar entre si. Ele estava incrédulo com aquilo que estava a ver. Escondido atrás de uns arbustos continuava a ver os animais a divertirem-se. De repente apareceu atrás dele um leão. Hermínio, quase deu um salto. Porém, o leão acalmou-o: - Tem calma humano, eu não te vou comer. - Mas os leões costumam comer-nos a nós e aos outros animais. - Não, estás enganado. Neste lugar os animais brincam e divertem-se uns com os outros. Então o que comes? Nós nesta floresta não precisamos de comer para crescermos e sermos fortes. Uma fada deu-nos esse dom, portanto não tenhas medo. E continuou: - Vem comigo, quero te mostrar este lugar. Salta para as minhas costas, pois o passeio que vamos dar é longo. E o leão começou então a andar e a falar com ele sobre aquele sítio. Entretanto os outros animais ficavam a olhar para Hermínio, que para eles era um ser desconhecido. Depois de o leão ter andado bastante, entraram dentro de uma gruta. Hermínio saiu das costas dele. Mas, as surpresas ainda não tinham terminado. O animal que o trouxera até ali, transformara-se numa bonita e deslumbrante mulher. Ele supôs que era a fada, o que acabou por ter a certeza, mais tarde. Tinha um vestido lindíssimo de púrpura e o seu corpo era todo brilhante. - Eu sou a fada, por isso te trouxe aqui. Sei que és de confiança e que nunca irias contar nada disto a ninguém. Agora vem comigo, quero mostrar-te uma coisa. Uma porta de pedra correu e apareceu um tesouro. - Vês, é este que faz com que exista esta floresta encantada e se for destruído toda esta beleza e encanto acabara. Passara, portanto, a ser uma floresta triste e sem vida. - Porque me estas a dizer isto? - Existe aqui uma bruxa má que quer destruir este tesouro. Tu vais ter a função de acabar com ela. - Como poderei fazer isso? - Aquela espada que se encontra ali é a chave para todo este problema. Só tens de pegar nela e cravá-la no coração da bruxa. - Porque tenho de ser eu a fazer isto? - Foste tu o escolhido e agora tens de fazer esta missão. - E quando a tenho de fazer? - É fácil. Quando o dia fica escuro e os animais tristes. Seguidamente, a fada explicou como ele devia proceder para o plano correr bem. - Não acredito! Ela vem aí. – disse a fada com um ar assustado. Hermínio foi-se esconder. Quando a bruxa chegou perto da gruta, na sua vassoura, começou a discutir com a fada. Enquanto isso, Hermínio apareceu e cravou-lhe a espada no coração. Todos ficaram muito contentes, pois o pesadelo tinha acabado. - Hermínio. Oh, Hermínio. Que estás a fazer aí sentado e com o livro em cima dos joelhos. Hermínio não respondeu, pois estava triste por Maria, sua mulher o ter acordado daquele sonho.</description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Fri, 19 Oct 2007 17:45:52 +0200</pubDate>
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   <title>Produção escrita</title>
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   <description>O homem rico Vivia na parte Este do Canada, perto do Oceano Atlântico, um homem muito rico devido as suas enormes e abundantes colheitas que retirava, ao fim de algum tempo, das suas grandes herdades onde semeava milho e centeio. Este homem chamado Sebastião tinha uma grandiosa, magnificente e requintada casa, onde habitava com ele a sua esposa e os seus filhos. Para cuidar deles e da sua residência, existiam dezenas de criados e servos. Sebastião passava imensas horas, em casa, a tratar dos assuntos das vendas e exportações dos cereais, entre outras coisas. Às vezes, montava a cavalo e ia ver como é que todo estava a correr, principalmente ver quando era a apanhada do milho e do centeio, pois tinha de saber qual era aproximadamente a quantidade de produção, porque tinha de começar a fazer os contratos de venda. Com todo este trabalho e agitação, este varão esqueceu-se da família, de estar perto deles quando precisavam, de lhes dar apoio, carinho e amor. Deixou de ir à igreja orar a Deus, como fazia antes de ter tomado conta das terras que eram de seu pai e de dar passeios pelos parques naturais da sua aldeia. Um dia, Sebastião já com uma certa idade, começou a ter sintomas de doença. Como já mal se conseguia levantar da cama, disse a sua esposa para chamar um médico. Mais tarde, ele chegou e foi examiná-lo. No fim de o ter feito disse ao doente e à sua família o seguinte: - Sr. Sebastião, você encontra-se muito doente. Espero que os remédios que lhe vou receitar o possam ajudar a curar-se. E continuou: - Desculpe estar a dizer isto mas quem acabou consigo foi você mesmo. - Acha que posso passar por cima desta doença? – perguntou o homem já cada vez mais enfraquecido. - Sim claro que pode, mas vai ter que ser muito forte. O médico passou a prescrição e desejou as melhoras. Passou uma semana e cada vez ele estava a sentir-se pior, agora sentia tristeza dentro de si. Então chamou os filhos e a sua esposa, para ver se podia alterar o sentimento que tinha, e disse-lhes: - Perdoai-me filhos, por não vos ter visto a crescer e de não estar convosco quando vos precisavas. Perdoa-me esposa por não ter ajudado a cuidar dos nossos filhos. Depois de ter feito este discurso, sentia-se na mesma e por isso tentou repousar. Nos dias que se seguiram, uma grande parte da população dessa aldeia quis conversar com ele. Mas, de entre essas pessoas todas houve uma que se destacou para ele. Essa era um homem com vestes claras e longas e, como calçado, usava sandálias. Aproximou-se perto dele e declarou: - Vês o sofrimento que estás a sentir, é o que a tua família passou sem ti. Quisestes preocupar-te com o trabalho e agora o que te resta? Nada. Agora só habita em ti o vazio e a tristeza de não poderes mudar o passado. - Quem és tu? – questionou Sebastião. - Eu sou o Messias que veio para salvar os homens e fazer com que eles alcancem o perdão de Deus, meu pai. - Tu és Jesus Cristo, o Rei dos reis! - exclamou o homem espantadíssimo. Jesus olhou para o tecto, mas a sua intenção era contemplar o céu e pareceu dizer baixinho «Perdoai-o Pai e dá-lhe uma nova oportunidade». - Já que sabes quem sou, ouve bem o que te vou dizer. Deus vai-te dar uma oportunidade para mudares o que fizestes mal. Claro que o passado não pode modificar, mas eu não quero que tu e a tua família vivam nesta melancolia, mágoa e dor. Toma os medicamentos e cura-te pois daqui para a frente a tua missão é conviveres com a sociedade. Jesus despediu-se e desapareceu no meio de uma luz. Daí para a frente Sebastião fez o que ele disse e viveu muito mais feliz. A moral que retiramos desta história é que o mais importante não é o dinheiro, mais sim, a felicidade.</description>
   <author>borboleta</author>
   <pubDate>Fri, 19 Oct 2007 17:44:31 +0200</pubDate>
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