2007/10/19

Produção escrita

A viagem à Austrália As aulas terminaram e agora Maria pensava nas suas férias. Sentia-se um pouco triste, pois neste período de tempo nunca encontrava os seus amigos, com quem falava todos os dias, mal chega-se à escola. Porém, quando os seus pais entraram de férias, em Agosto, prepararam-lhe uma surpresa. Numa manhã, muito bonita e brilhante, quando Maria se sentou à mesa para tomar o pequeno-almoço, foi surpreendida pelo estado de espírito de seu pai e com aquilo que ele disse: - Filha, este ano já não vamos passar as férias em casa como nos anos anteriores. Comprei três bilhetes e vamos ir à Austrália passar cinco dias. - Que bom pai! E quando partimos? - Partimos quando tudo estiver pronto para a viagem. Nesse dia começaram logo a tratar de preparar tudo e, dois dias, depois partiram. Foram logo de manhãzinha para o aeroporto. Mais tarde, entraram no avião que os levou à Austrália. Pelo caminho iam falando acerca daquele país bastante distante, mas muito famoso e agradável à vista. Quando chegaram lá, foram para um hotel, onde ficaram hospedados. Aí aproveitaram algumas horas para descansar, pois devido à viagem estavam cansados e com sono. À hora do jantar, foram a um restaurante que ficava dentro do hotel e estava incluído no preço da viagem. Nesse tinha bastante gente, que pela fala tinham vindo dos diversos países do mundo. Gostaram bastante da comida, contudo tinham que ir se deitar, pois no dia seguinte iam visitar muitos sítios. Na manhã seguinte tomaram o pequeno-almoço e começaram a conhecer o país. Decidiram ir a Sydney ver a Ópera, que tinham visto na TVI, quando essa realizou um programa sobre as 7 Maravilhas do Mundo. Não demoraram muito tempo, porque como estavam em Camberra, a capital da Austrália e, essa ficava perto de Sydney. Chegados lá, ficaram espantados como a Ópera era grandiosa e a arquitectura nela usada. Depois de a terem visitado, ficaram a ver à sua volta o mundo que os rodeava: os prédios, a vegetação, a maneira de vestir das pessoas… As horas foram passando e começava a escurecer, o que os fez voltar para o hotel. No dia seguinte, foram dar um mergulho a uma praia perto do lugar onde eles estavam alojados. Nessa encontraram uma actriz portuguesa, a Margarida Vila-Nova, a quem Maria saudou e pediu um autógrafo. Nos dias que se seguiram foram a um Jardim Zoológico, onde viram muitas espécies de animais, mas o que gostaram mais foi do Koala. Percorreram, também uma pequena parte de um deserto, perto de Alice Springs onde apreciaram a vegetação e viram os cangurus, os lagartos, as aves e entre outros animais que por eles passavam. Num oásis admiraram como as pessoas se dedicavam à agricultura e à produção de animais. Tiveram a sorte de ver a acontecer uma coisa magnífica em pleno deserto, chover e esse tornar-se num perfeito jardim repleto de flores e outras plantas. Assim passaram os cinco dias, cheios de aventuras e feita a descoberta de um novo país. Embarcaram no avião e regressaram ao seu país. Já em casa muito exaustos, estavam contentíssimos, por ver coisas fantásticas que nunca imaginavam conhecer. Maria exclamou: - Valeu mesmo a pena fazer esta viagem, pois na minha memória ficara sempre as imagens daquele país e se um dia contar uma história vai ser aquela que eu vivi nestes cinco dias de férias.
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Produção escrita

O sonho de Hermínio Num dia de tempo bom, Hermínio foi a uma livraria para comprar um livro, pois estava muito calor e por isso podia aproveitar a sombra de uma árvore e ao mesmo tempo enriquecia o seu vocabulário através da leitura. Saiu então de casa, disse à sua esposa onde ia e seguiu em direcção à livraria «Casa da Fantasia». Chegado à livraria pediu uma informação à empregada. - O livro que o senhor procura está na prateleira lá ao fundo. – disse a mulher que era bastante simpática. - Obrigada pela informação. – agradeceu o Hermínio. Foi à prateleira onde a mulher tinha indicado. Esteve a consultar os diversos livros até que um despertou muita curiosidade, porque o seu título era bastante engraçado. Ao tirá-lo da prateleira, essa deslocou-se como por magia e qual foi o seu espanto, quando viu uma incrível floresta. Hermínio hesitou mas, por fim, entrou nesse lugar que parecia encantado. Depois de ter andado algum tempo a pé, deparou-se com uma cascata, onde vários animais estavam a nadar e a conversar entre si. Ele estava incrédulo com aquilo que estava a ver. Escondido atrás de uns arbustos continuava a ver os animais a divertirem-se. De repente apareceu atrás dele um leão. Hermínio, quase deu um salto. Porém, o leão acalmou-o: - Tem calma humano, eu não te vou comer. - Mas os leões costumam comer-nos a nós e aos outros animais. - Não, estás enganado. Neste lugar os animais brincam e divertem-se uns com os outros. Então o que comes? Nós nesta floresta não precisamos de comer para crescermos e sermos fortes. Uma fada deu-nos esse dom, portanto não tenhas medo. E continuou: - Vem comigo, quero te mostrar este lugar. Salta para as minhas costas, pois o passeio que vamos dar é longo. E o leão começou então a andar e a falar com ele sobre aquele sítio. Entretanto os outros animais ficavam a olhar para Hermínio, que para eles era um ser desconhecido. Depois de o leão ter andado bastante, entraram dentro de uma gruta. Hermínio saiu das costas dele. Mas, as surpresas ainda não tinham terminado. O animal que o trouxera até ali, transformara-se numa bonita e deslumbrante mulher. Ele supôs que era a fada, o que acabou por ter a certeza, mais tarde. Tinha um vestido lindíssimo de púrpura e o seu corpo era todo brilhante. - Eu sou a fada, por isso te trouxe aqui. Sei que és de confiança e que nunca irias contar nada disto a ninguém. Agora vem comigo, quero mostrar-te uma coisa. Uma porta de pedra correu e apareceu um tesouro. - Vês, é este que faz com que exista esta floresta encantada e se for destruído toda esta beleza e encanto acabara. Passara, portanto, a ser uma floresta triste e sem vida. - Porque me estas a dizer isto? - Existe aqui uma bruxa má que quer destruir este tesouro. Tu vais ter a função de acabar com ela. - Como poderei fazer isso? - Aquela espada que se encontra ali é a chave para todo este problema. Só tens de pegar nela e cravá-la no coração da bruxa. - Porque tenho de ser eu a fazer isto? - Foste tu o escolhido e agora tens de fazer esta missão. - E quando a tenho de fazer? - É fácil. Quando o dia fica escuro e os animais tristes. Seguidamente, a fada explicou como ele devia proceder para o plano correr bem. - Não acredito! Ela vem aí. – disse a fada com um ar assustado. Hermínio foi-se esconder. Quando a bruxa chegou perto da gruta, na sua vassoura, começou a discutir com a fada. Enquanto isso, Hermínio apareceu e cravou-lhe a espada no coração. Todos ficaram muito contentes, pois o pesadelo tinha acabado. - Hermínio. Oh, Hermínio. Que estás a fazer aí sentado e com o livro em cima dos joelhos. Hermínio não respondeu, pois estava triste por Maria, sua mulher o ter acordado daquele sonho.
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Produção escrita

O homem rico Vivia na parte Este do Canada, perto do Oceano Atlântico, um homem muito rico devido as suas enormes e abundantes colheitas que retirava, ao fim de algum tempo, das suas grandes herdades onde semeava milho e centeio. Este homem chamado Sebastião tinha uma grandiosa, magnificente e requintada casa, onde habitava com ele a sua esposa e os seus filhos. Para cuidar deles e da sua residência, existiam dezenas de criados e servos. Sebastião passava imensas horas, em casa, a tratar dos assuntos das vendas e exportações dos cereais, entre outras coisas. Às vezes, montava a cavalo e ia ver como é que todo estava a correr, principalmente ver quando era a apanhada do milho e do centeio, pois tinha de saber qual era aproximadamente a quantidade de produção, porque tinha de começar a fazer os contratos de venda. Com todo este trabalho e agitação, este varão esqueceu-se da família, de estar perto deles quando precisavam, de lhes dar apoio, carinho e amor. Deixou de ir à igreja orar a Deus, como fazia antes de ter tomado conta das terras que eram de seu pai e de dar passeios pelos parques naturais da sua aldeia. Um dia, Sebastião já com uma certa idade, começou a ter sintomas de doença. Como já mal se conseguia levantar da cama, disse a sua esposa para chamar um médico. Mais tarde, ele chegou e foi examiná-lo. No fim de o ter feito disse ao doente e à sua família o seguinte: - Sr. Sebastião, você encontra-se muito doente. Espero que os remédios que lhe vou receitar o possam ajudar a curar-se. E continuou: - Desculpe estar a dizer isto mas quem acabou consigo foi você mesmo. - Acha que posso passar por cima desta doença? – perguntou o homem já cada vez mais enfraquecido. - Sim claro que pode, mas vai ter que ser muito forte. O médico passou a prescrição e desejou as melhoras. Passou uma semana e cada vez ele estava a sentir-se pior, agora sentia tristeza dentro de si. Então chamou os filhos e a sua esposa, para ver se podia alterar o sentimento que tinha, e disse-lhes: - Perdoai-me filhos, por não vos ter visto a crescer e de não estar convosco quando vos precisavas. Perdoa-me esposa por não ter ajudado a cuidar dos nossos filhos. Depois de ter feito este discurso, sentia-se na mesma e por isso tentou repousar. Nos dias que se seguiram, uma grande parte da população dessa aldeia quis conversar com ele. Mas, de entre essas pessoas todas houve uma que se destacou para ele. Essa era um homem com vestes claras e longas e, como calçado, usava sandálias. Aproximou-se perto dele e declarou: - Vês o sofrimento que estás a sentir, é o que a tua família passou sem ti. Quisestes preocupar-te com o trabalho e agora o que te resta? Nada. Agora só habita em ti o vazio e a tristeza de não poderes mudar o passado. - Quem és tu? – questionou Sebastião. - Eu sou o Messias que veio para salvar os homens e fazer com que eles alcancem o perdão de Deus, meu pai. - Tu és Jesus Cristo, o Rei dos reis! - exclamou o homem espantadíssimo. Jesus olhou para o tecto, mas a sua intenção era contemplar o céu e pareceu dizer baixinho «Perdoai-o Pai e dá-lhe uma nova oportunidade». - Já que sabes quem sou, ouve bem o que te vou dizer. Deus vai-te dar uma oportunidade para mudares o que fizestes mal. Claro que o passado não pode modificar, mas eu não quero que tu e a tua família vivam nesta melancolia, mágoa e dor. Toma os medicamentos e cura-te pois daqui para a frente a tua missão é conviveres com a sociedade. Jesus despediu-se e desapareceu no meio de uma luz. Daí para a frente Sebastião fez o que ele disse e viveu muito mais feliz. A moral que retiramos desta história é que o mais importante não é o dinheiro, mais sim, a felicidade.
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Poesia

As férias Chegaram as férias acaba por um período de tempo o trabalho diário e está então na hora das crianças, jovens e adultos se divertiram à brava. Nesta época do ano a estação que predomina é o Verão que toda a gente gosta, porque o tempo está quentinho, portanto tem-se de aproveitar. É no Verão que as pessoas escolhem os vários sítios que existem para viver a estação que assim o permite. Uns escolhem ir para a praia praticar desportos aquáticos dentro da água salgada. aproveitam ainda mais tarde apanhar “banhos de sol”, mas cuidado, não vão apanhar um escaldam, por isso, levem: protector solar, óculos de sol, camisola de manga curta, chapéu ou boné e um guarda – sol. Aqueles que decidiram ir viajar, poderão descobrir: novas culturas e tradições, nova vegetação, novos climas, nova meteorologia que são diferentes do que esses estão habituados a viver. Os mais sossegados passeiam pelos parques naturais aproveitam a sombra das árvores apreciam o cheiro que essas libertam e ouvem o chilrear dos pássaros que estão contentes com o tempo bom que se faz sentir.
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A compota de Anita

Era uma vez uma menina chamada Anita. Esta era inteligente e muito bonita, porém, o que fascinava mais quem a visse, era a cor dos seus olhos. Na sua aldeia, até era conhecida por «A Menina dos Olhos Bonitos». A família desta menina era muito pobre, visto que, para além dela existiam mais três irmãos. As profissões dos pais não favoreciam nada a situação que estavam a viver. O pai era ferreiro, por conta de outrem, e a sua mãe era empregada de limpeza, na casa de um nobre. Lá em casa de Anita, quem cuidava dos seus irmãos e limpava a sua habitação era ela, pois os pais quando chegavam, já era tarde. Quando terminaram as aulas, Anita pensava como poderia ajudar os pais. Como por enquanto, um dia, porém ia ela deitar-se para dormir, reparou num ser vindo do outro mundo, num sono profundo. Era um anão, que devia medir dez centímetros de altura, usava gorro na cabeça e a sua barba, já grisalha, era muito longa. A menina no meu do seu espanto, pensava só em o acordar para poder ter uma conversa com ele. Mas, essa atitude não foi necessária, porque ele passados poucos minutos começou a abrir os olhos e a espreguiçar-se. A seguir disse: - Estava mesmo a tua espera. Pensei que ias ficar sem dormir hoje. - Estive a dar banho e de comer aos meus irmãos. - Eu sei disso. Sei, também, que queres arranjar uma espécie de trabalho para ajudares a tua família nas despesas. - Como sabes isso tudo? - perguntou a Anita. - Os anões são seres que sabem tudo o que os humanos fazem, pensam e sentem. - explicou o anão. - Mas afinal, porque estás aqui? - Vim numa missão. Essa tem como objectivo ajudar-te. - Ajudar-me? - Sim, ajudar-te. É uma ideia espectacular. - E o que é? - É fazer compotas e depois vende-las. - A ideia é engraçada! - exclamou a Anita. - Começamos amanhã? - Claro! Logo que os meus pais saíram, pomos as mãos à obra. Seguidamente combinaram tudo. De manhã, mal os pais dela saíram, Anita e o anão começaram a fabricar a compota. A seguir meteram-na em frascos e puseram as etiquetas a dizer «Compota». Mais tarde, depois de terem feito aproximadamente vinte frascos foi para a rua vende-los (o anão, claro, não pode ir, visto que, ninguém o podia ver). Anita escolheu o local ideal e começou a montar a fazenda., podo de seguida o seu artigo em exposição. Não muito tempo depois, as pessoas começaram a fazer fila, para provarem aquele doce. O negócio estava a correr bem. Os dias que se seguiram foram iguais. Até que um dia, a sua mãe ia ali a passar por perto e vendo tanta gente foi ver o que se passava. De repente, viu que era a sua filha e resolveu ajudá-la. No fim de ter vendido as compotas, a mãe virou-se para a filha e declarou: - Sinto muito orgulho em ti. Fizestes uma boa acção quando quisestes ajudar nas despesas da família. Mas agora, vamos para casa. As duas arrumaram a fazenda e partiram em direcção à sua residência. Chegadas lá, fizeram as tarefas que as esperavam. À noite, no quarto de Anita, o anão esperava-a. A menina agradeceu ao anão a sua ideia e deu-lhe a parte que pertencia do dinheiro. - Anita, eu não quero o dinheiro. Só quero que sejas feliz. - disse o anão. Depois despediram-se. A solução tinha sido boa, mas as férias estavam a terminar e o dinheiro das vendas rendeu pouco. Contudo, Anita tentou ajudar e isso é o mais importante, os membros da família entreajudarem-se.
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