2007/10/19

Produção escrita

O homem rico Vivia na parte Este do Canada, perto do Oceano Atlântico, um homem muito rico devido as suas enormes e abundantes colheitas que retirava, ao fim de algum tempo, das suas grandes herdades onde semeava milho e centeio. Este homem chamado Sebastião tinha uma grandiosa, magnificente e requintada casa, onde habitava com ele a sua esposa e os seus filhos. Para cuidar deles e da sua residência, existiam dezenas de criados e servos. Sebastião passava imensas horas, em casa, a tratar dos assuntos das vendas e exportações dos cereais, entre outras coisas. Às vezes, montava a cavalo e ia ver como é que todo estava a correr, principalmente ver quando era a apanhada do milho e do centeio, pois tinha de saber qual era aproximadamente a quantidade de produção, porque tinha de começar a fazer os contratos de venda. Com todo este trabalho e agitação, este varão esqueceu-se da família, de estar perto deles quando precisavam, de lhes dar apoio, carinho e amor. Deixou de ir à igreja orar a Deus, como fazia antes de ter tomado conta das terras que eram de seu pai e de dar passeios pelos parques naturais da sua aldeia. Um dia, Sebastião já com uma certa idade, começou a ter sintomas de doença. Como já mal se conseguia levantar da cama, disse a sua esposa para chamar um médico. Mais tarde, ele chegou e foi examiná-lo. No fim de o ter feito disse ao doente e à sua família o seguinte: - Sr. Sebastião, você encontra-se muito doente. Espero que os remédios que lhe vou receitar o possam ajudar a curar-se. E continuou: - Desculpe estar a dizer isto mas quem acabou consigo foi você mesmo. - Acha que posso passar por cima desta doença? – perguntou o homem já cada vez mais enfraquecido. - Sim claro que pode, mas vai ter que ser muito forte. O médico passou a prescrição e desejou as melhoras. Passou uma semana e cada vez ele estava a sentir-se pior, agora sentia tristeza dentro de si. Então chamou os filhos e a sua esposa, para ver se podia alterar o sentimento que tinha, e disse-lhes: - Perdoai-me filhos, por não vos ter visto a crescer e de não estar convosco quando vos precisavas. Perdoa-me esposa por não ter ajudado a cuidar dos nossos filhos. Depois de ter feito este discurso, sentia-se na mesma e por isso tentou repousar. Nos dias que se seguiram, uma grande parte da população dessa aldeia quis conversar com ele. Mas, de entre essas pessoas todas houve uma que se destacou para ele. Essa era um homem com vestes claras e longas e, como calçado, usava sandálias. Aproximou-se perto dele e declarou: - Vês o sofrimento que estás a sentir, é o que a tua família passou sem ti. Quisestes preocupar-te com o trabalho e agora o que te resta? Nada. Agora só habita em ti o vazio e a tristeza de não poderes mudar o passado. - Quem és tu? – questionou Sebastião. - Eu sou o Messias que veio para salvar os homens e fazer com que eles alcancem o perdão de Deus, meu pai. - Tu és Jesus Cristo, o Rei dos reis! - exclamou o homem espantadíssimo. Jesus olhou para o tecto, mas a sua intenção era contemplar o céu e pareceu dizer baixinho «Perdoai-o Pai e dá-lhe uma nova oportunidade». - Já que sabes quem sou, ouve bem o que te vou dizer. Deus vai-te dar uma oportunidade para mudares o que fizestes mal. Claro que o passado não pode modificar, mas eu não quero que tu e a tua família vivam nesta melancolia, mágoa e dor. Toma os medicamentos e cura-te pois daqui para a frente a tua missão é conviveres com a sociedade. Jesus despediu-se e desapareceu no meio de uma luz. Daí para a frente Sebastião fez o que ele disse e viveu muito mais feliz. A moral que retiramos desta história é que o mais importante não é o dinheiro, mais sim, a felicidade.
Posted by borboleta at 16:44:31 | Permanent Link | Comments (0) |
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