2007/10/19

Produção escrita

O sonho de Hermínio Num dia de tempo bom, Hermínio foi a uma livraria para comprar um livro, pois estava muito calor e por isso podia aproveitar a sombra de uma árvore e ao mesmo tempo enriquecia o seu vocabulário através da leitura. Saiu então de casa, disse à sua esposa onde ia e seguiu em direcção à livraria «Casa da Fantasia». Chegado à livraria pediu uma informação à empregada. - O livro que o senhor procura está na prateleira lá ao fundo. – disse a mulher que era bastante simpática. - Obrigada pela informação. – agradeceu o Hermínio. Foi à prateleira onde a mulher tinha indicado. Esteve a consultar os diversos livros até que um despertou muita curiosidade, porque o seu título era bastante engraçado. Ao tirá-lo da prateleira, essa deslocou-se como por magia e qual foi o seu espanto, quando viu uma incrível floresta. Hermínio hesitou mas, por fim, entrou nesse lugar que parecia encantado. Depois de ter andado algum tempo a pé, deparou-se com uma cascata, onde vários animais estavam a nadar e a conversar entre si. Ele estava incrédulo com aquilo que estava a ver. Escondido atrás de uns arbustos continuava a ver os animais a divertirem-se. De repente apareceu atrás dele um leão. Hermínio, quase deu um salto. Porém, o leão acalmou-o: - Tem calma humano, eu não te vou comer. - Mas os leões costumam comer-nos a nós e aos outros animais. - Não, estás enganado. Neste lugar os animais brincam e divertem-se uns com os outros. Então o que comes? Nós nesta floresta não precisamos de comer para crescermos e sermos fortes. Uma fada deu-nos esse dom, portanto não tenhas medo. E continuou: - Vem comigo, quero te mostrar este lugar. Salta para as minhas costas, pois o passeio que vamos dar é longo. E o leão começou então a andar e a falar com ele sobre aquele sítio. Entretanto os outros animais ficavam a olhar para Hermínio, que para eles era um ser desconhecido. Depois de o leão ter andado bastante, entraram dentro de uma gruta. Hermínio saiu das costas dele. Mas, as surpresas ainda não tinham terminado. O animal que o trouxera até ali, transformara-se numa bonita e deslumbrante mulher. Ele supôs que era a fada, o que acabou por ter a certeza, mais tarde. Tinha um vestido lindíssimo de púrpura e o seu corpo era todo brilhante. - Eu sou a fada, por isso te trouxe aqui. Sei que és de confiança e que nunca irias contar nada disto a ninguém. Agora vem comigo, quero mostrar-te uma coisa. Uma porta de pedra correu e apareceu um tesouro. - Vês, é este que faz com que exista esta floresta encantada e se for destruído toda esta beleza e encanto acabara. Passara, portanto, a ser uma floresta triste e sem vida. - Porque me estas a dizer isto? - Existe aqui uma bruxa má que quer destruir este tesouro. Tu vais ter a função de acabar com ela. - Como poderei fazer isso? - Aquela espada que se encontra ali é a chave para todo este problema. Só tens de pegar nela e cravá-la no coração da bruxa. - Porque tenho de ser eu a fazer isto? - Foste tu o escolhido e agora tens de fazer esta missão. - E quando a tenho de fazer? - É fácil. Quando o dia fica escuro e os animais tristes. Seguidamente, a fada explicou como ele devia proceder para o plano correr bem. - Não acredito! Ela vem aí. – disse a fada com um ar assustado. Hermínio foi-se esconder. Quando a bruxa chegou perto da gruta, na sua vassoura, começou a discutir com a fada. Enquanto isso, Hermínio apareceu e cravou-lhe a espada no coração. Todos ficaram muito contentes, pois o pesadelo tinha acabado. - Hermínio. Oh, Hermínio. Que estás a fazer aí sentado e com o livro em cima dos joelhos. Hermínio não respondeu, pois estava triste por Maria, sua mulher o ter acordado daquele sonho.
Posted by borboleta at 16:45:52 | Permanent Link | Comments (0) |
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