2008/01/31

Uma vida de surpresas

Acordei uns dias depois. Estava deitada dentro de um escaler. Não sabia o que me tinha acontecido. Pelos vistos, tinha perdido a memória.
Encontrava-me em alto mar. O que me rodeava era, simplesmente, água azul e salgada. No céu, as gaivotas voavam de um lado para o outro, fazendo companhia ao sol ardente, que se fazia sentir.
No meu rosto, o suor saía-me dos poros e escorria-me pela cara, até contactar com a embarcação feita de madeira, onde eu estava.
Entretanto, apareceu ao longe uma coisa gigantesca. Era um navio, que pela bandeira era português e parecia que a bordo vinha a decorrer uma festa, pois ouvia-se o som dos violinos e as pessoas a cantar.
Por sorte, esse vinha mesmo na minha direcção.
 Ao passar perto de mim dois homens começaram a gritar bem alto. Toda a gente olhava neste momento para mim. Provavelmente era o meu vestido de escarlate  que reflectia com a luz do sol, e por isso, chamava a atenção.
Lançaram então uma escada feita de corda para eu subir. Subi e logo um dos homens que tinha gritando apresentou-se.
- Boa tarde, senhorita! Eu sou o Bernado, o capitão deste navio, chamado Estrela do Mar.
- Boa tarde, senhor! Não me posso apresentar, pois não sei quem sou, nem sei a terra de onde vim.
Todos ficaram de boca aberta.
- Não sabe quem é?- perguntou Bernado surpreendido. 
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